Nota à Segunda Edição
 

Quando o editor André Carvalho me deu a noticia da necessidade de uma segunda edição deste livro, tive dupla alegria. A primeira, de constatar a receptividade do trabalho junto ao público leitor; a segunda, a oportunidade de corrigir algumas falhas e omissões.
Juntei novos registros e dados, especialmente na questão do Aleijadinho, com base em admirável trabalho de Luís Alvarenga, o grande historiador de São João del-Rei, mostrando quais foram os artistas que trabalharam nas obras atribuídas ao mitológico personagem, o Inacinho, como se referia Richard Burton a quem teria tais características. Pude, também, retirar nomes de não mineiros, que estavam citados na obra e que, não obstante o seu valor, aqui não nasceram. Corrigi datas, acrescentei História, nomes e estórias.
Resolvemos – o editor e eu – dar maior espaço às fotografias de Sílvio Coutinho nesta edição que acompanha reportagens históricas especiais sobre Tiradentes e São João del-Rei, uma demanda dos que se sentem atraídos por estes fortes centros turísticos. Foi, portanto, um trabalho árduo, que leva este livro a representar, como fonte histórica, um papel mais significativo, o que nos orgulha como autor e editor.
Nada compõe melhor o estilo mineiro de ser, sua íntima ligação com o Brasil do passado e condições de participar de um futuro melhor para nossa gente, do que a arquitetura e a paisagem existente – ainda – nas nossas montanhas mineiras.
Tiradentes – que alia a História à preferência dos artistas plásticos e artesãos do mobiliário de madeira e ferro, é destaque como das mais deliciosas cidades históricas do mundo. São João del-Rei, sua vizinha, é um pólo do progresso, não menos importante em sua história.
Aproveito a oportunidade para agradecer a tantos que prestigiaram o livro, desde o lançamento no Rio, na Livraria do Museu, de minhas amigas e primas Taís e Elsa, Franzen de Lima em solteiras, nascidas na Belo Horizonte que o avô governou e o tio-bisavô fundou, ao ilustre mineiro e brasileiro Murilo Badaró, presidente da Academia Mineira de Letras, que apoiou o lançamento em Minas, e à acolhida de meus amigos jornalistas e historiadores. Eles me fizeram ter mais prazer ainda de estar “historiando” sobre Minas e suas tradições e cidades.
E foi justamente tendo ao fundo a Serra de São José, Tiradentes, na Vila Paolucci, que fiz a revisão final desta segunda edição, sob o clima e o calor humano que fazem a marca de Minas, dos Mineiros, e dos conquistados, dos cativados e dos que programam a volta, logo que partem desde convívio.
Minas, como nenhum outro estado, fala ao espírito e à sensibilidade.
Aristoteles Drummond
Do P.E.N. Clube do Brasil