A CONSTRUÇÃO DA PROSPERIDADE
 

Com população de aproximadamente 17 milhões de habitantes na virada do milênio, a segunda maior entre os Estados brasileiros, Minas Gerais tem área territorial superior à da França, e sua economia passou por rápido processo de modernização e diversificação, nas últimas quatro décadas do Século XX.
No seu conjunto, o parque industrial mineiro produz autopeças, automóveis, caminhões e helicópteros, instrumentos biomédicos e produtos farmacêuticos, minério de ferro, aço, ferro liga, zinco e cimento, eletroeletrônicos, sapatos, artigos para vestuário, bebidas e alimentos processados, e o Estado disputa com o Rio de Janeiro a posição de segunda maior economia do país.
A economia mineira, predominantemente rural até o início dos anos 60, hoje apresenta características bem diferentes: o setor industrial é responsável por cerca de 36,5% do Produto Interno Bruto, a agropecuária participa com apenas 10% e o setor de serviços já superou a marca dos 53%.
Ao longo dos anos 60, quando planejou e começou a realizar o seu grande salto industrial, Minas fez uma clara opção ao associar os valores da tradição às conquistas da modernidade. “Crescer sem perder a alma”, teorizavam, na época, os principais responsáveis pelas políticas públicas, quando criaram os mecanismos institucionais que iriam dar origem ao novo perfil econômico do Estado. Um grupo de administradores públicos modernos, tendo o progresso como meta. Uma sucessão de bons governantes como Magalhães Pinto, Israel Pinheiro e Rondon Pacheco promoveram a arrancada.
Ao contrário de outros Estados brasileiros, onde a transformação econômica se deu quase que exclusivamente por iniciativa das empresas privadas, o crescimento mineiro foi pensado e impulsionado pelo Poder Público, que criou órgãos de pesquisa, planejamento e fomento destinados a atrair grandes empreendimentos privados, nacionais e estrangeiros.
Hoje, não se percebe em Minas qualquer tensão, oposição ou conflito mais visível entre a tradição e a modernidade, a não ser pela expansão desordenada das grandes e médias cidades. Em poucas décadas, essas cidades passaram a abrigar a maioria da população, que antes vivia no meio rural ou em pequenas comunidades, acompanhando o mesmo tipo de erro dos demais estados.
A partir do melhor conhecimento da realidade econômica do Estado, esses organismos públicos deram início a uma ampla ofensiva, interna e externa, de atração de investimentos, que encontrou excelente receptividade junto a investidores nacionais e estrangeiros, responsáveis pela implantação de empreendimentos, sobretudos nos setores metal-mecânico, elétrico e de material de transportes.
Nesse período, também conhecido como do milagre brasileiro, Minas sempre apresentou crescimento superior ao da média nacional. Apenas como exemplo, entre 1975, em plena era do milagre, e 1996, o Produto Interno Bruto mineiro aumentou 93% em termos reais, enquanto o Brasil atingia o crescimento de 65%.
Em termos meramente econômicos, o potencial de cada região confirma que Minas reúne condições bastante favoráveis para alcançar níveis ainda mais elevados de crescimento, ao longo do Século XXI.
Sua Região Central é das mais ricas do Brasil em recursos minerais, com importantes reservas de ferro, ouro, manganês, bauxita e calcário. O chamado Quadrilátero Ferrífero compreende uma vasta área, que produz matérias-primas para as indústrias ali instaladas, hoje com a Vale do Rio Doce privatizada e de porte internacional.
A Região Metropolitana de Belo Horizonte inclui, além da Capital, 23 municípios, com população total de quase 4 milhões de habitantes, e nela se localiza o maior conjunto industrial do Estado, com destaque para os setores metalúrgico, siderúrgico, elétrico, têxtil, automobilístico e de cimento, além do turismo.
Na Zona da Mata, o parque industrial é formado por empreendimentos tradicionais nas áreas de siderurgia, metalurgia de zinco e produtos têxteis, agora acrescidos de um pólo automobilístico e de autopeças liderado pela Mercedes-Benz, que instalou em Juiz de Fora (mais de 400 mil habitantes) uma das fábricas mais modernas do Brasil.
Explorando sua localização estratégica, entre Belo Horizonte, São Paulo e Rio, o Sul de Minas Gerais tornou-se uma das regiões mais desenvolvidas e de economia mais moderna, com realizações nos setores mecânico, agroindustrial, eletroeletrônico, de confecções, calçados e minerais não-metálicos. A região abriga várias cidades de porte médio, como Poços de Caldas, Varginha, Três Corações, Pouso Alegre, Itajubá e Santa Rita do Sapucaí.
Além disso, é enorme o potencial da região para o turismo, onde se destacam as estâncias hidroclimáticas de São Lourenço, Poços de Caldas, Caxambu, Lambari, Cambuquira, Monte Verde e Itamonte, além do Lago de Furnas, que é hoje um dos principais atrativos turísticos de Minas.
Com cidades modernas, como Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba, o Triângulo Mineiro é outra região que apresenta grande potencial de desenvolvimento industrial, nas áreas de alimentos, têxtil, açúcar e álcool, fertilizantes e produtos químicos.
No Noroeste, a principal vocação econômica é a produção de grãos, com destaque para a soja e o milho, e, no Norte de Minas, Pirapora e Montes Claros já são importantes pólos de desenvolvimento, que produzem cimento, têxteis e ferro liga. Além de uma avançada produção no campo da biotecnologia, existem na região, já implantados, dois grandes projetos de irrigação: Jaíba e Gorutuba.
As atividades agrícolas predominam no Centro-Oeste, com seus grandes maciços florestais. No setor industrial, destaca-se a produção de bens de consumo intermediários, utilizando o calcário, mármore e quartzo produzidos na região, cujos maiores núcleos urbanos são Divinópolis e Itaúna, que são também importantes centros universitários.
As cidades principais no Jequitinhonha e no Mucuri são Nanuque e Teófilo Otoni, onde a economia se baseia na produção e exportação de pedras preciosas e semipreciosas e na pecuária de corte. Já na Região do Rio Doce fica o chamado Vale do Aço, onde se concentram algumas das maiores usinas siderúrgicas do Brasil. Finalmente, na Região do Alto Paranaíba, que produz cereais, milho, soja e café, as cidades de maior porte são Patos de Minas, Patrocínio e Araxá.
Século XXI – A economia mineira ingressa no Século XXI mais moderna, mais diversificada e mais competitiva, e tem apresentado desempenho quase sempre superior aos índices nacionais, apesar do desaquecimento causado pela crise de energia e pela prática protecionista norte-americana, criando obstáculos às importações de ferro, aço e ferro fundido, que estão entre os principais produtos mineiros de exportação.
Por se localizar estrategicamente no coração do maior mercado consumidor brasileiro e ser a principal intersecção rodoviária e ferroviária do País, Minas tem acesso fácil às demais regiões desenvolvidas do Brasil e dispõe das melhores condições para expandir sua produção econômica, conquistar o mercado interno e ampliar cada vez mais suas exportações.
Ademais, para facilitar as operações de comércio externo, foram criadas, no Estado, cinco Estações Aduaneiras do Interior, ou EADIs, e o Aeroporto Internacional de Confins assegura facilidade de transporte de cargas leves para o Brasil e o exterior.
Além de ampliar sua participação relativa no PIB, a indústria mineira mudou radicalmente o seu perfil. Setores tradicionais, como o de metalurgia, produtos alimentícios, minerais não-metálicos e têxteis, mesmo crescendo muito, perderam participação e foram substituídos por novos empreendimentos, como o de material de transporte, que passou de 1% para quase 18% em menos de três décadas.
Nesse mesmo período, outros setores se destacaram pela rapidez do seu crescimento, como papel e papelão, fumo e indústria mecânica, serviços, transportes, armazenagem, comunicações, eletricidade e finanças.
Mas a pecuária mineira, com suas raízes firmemente plantadas no passado colonial, pois teve origem no gado que os vaqueiros traziam da Bahia, na época da mineração, ainda hoje é importante para a economia do Estado. Minas cria gir, guzerá, nelore, holandês e indubrasil e tem o maior rebanho e a maior produção leiteira do país.
O café – A cafeicultura em Minas foi introduzida, inicialmente, na Zona da Mata, reanimando a economia da Província e se transformando rapidamente em sua principal atividade produtiva, além de ser responsável pelo surgimento de novos povoados, vilas e cidades, sobretudo na Zona da Mata e no Sul.
Nessa época, surgem as primeiras tensões políticas entre a antiga elite dirigente, quase toda ela originária da região central e dos núcleos mineradores, e os representantes da Mata e do Sul, que reivindicam representação política à altura do seu poder econômico.
O ciclo do café estimulou também o desenvolvimento dos transportes e o surgimento de novas indústrias de transformação, que se multiplicaram mais rapidamente após a Proclamação da República, beneficiadas pela política protecionista do governo federal.
Eram ainda indústrias pequenas ou médias, concentradas na fabricação de laticínios, açúcar e produtos têxteis e siderúrgicos. Além disso, no meio rural, outras culturas se desenvolviam, como as do algodão, cana-de-açúcar e cereais. Minas é o maior produtor de café de qualidade do Brasil, no sul do Estado.

Estrutura produtiva
Com mais de 25 milhões de toneladas de aço por ano, ou cerca de 3,4% de todo o aço produzido no mundo, o Brasil ocupava, em 1998, o sétimo lugar no “ranking” mundial. Para esse total produzido no país, Minas contribuiu com cerca de 39%, ou seja, 10 milhões de toneladas anuais.
A produção mineira de laminados também é muito expressiva: no mesmo ano de 1998, o Brasil produziu 16,4 milhões de toneladas, das quais 6,4 milhões saíram de Minas (39,2% do total nacional).
Hoje, nove das 21 maiores siderúrgicas brasileiras estão instaladas no Estado: Usiminas, Acesita, Açominas, Belgo-Mineira, Gerdau, Mannesmann, Mendes Júnior, Pains e Itaunense. Juntas, elas têm uma capacidade instalada para produzir 32 milhões de toneladas anuais.
No setor automotivo, Minas consolidou, em duas décadas, sua posição de segundo maior pólo automobilístico brasileiro: fabrica 25% da produção nacional de veículos e tratores. O grande destaque é a Fiat Automóveis, instalada em Betim.
Desde que começou a operar, a Fiat já produziu mais de 5 milhões de carros de passeio e utilitários leves, e sua fábrica tem capacidade para produzir mais de dois mil automóveis por dia. Além disso, a empresa está implantando mais três unidades industriais em Minas: uma fábrica de motores em Betim, outra de veículos comerciais leves, em Belo Horizonte, e uma fábrica de vans e furgões, em Sete Lagoas.
O Estado tem ainda duas outras fábricas de veículos: a JPX, em Pouso Alegre, produzindo jipes e caminhonetes com tecnologia francesa, e a Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, produzindo o Classe A, compacto mundial, para os mercados interno e externo.
O setor de autopeças também se expandiu muito, acompanhando o crescimento do parque automotivo. Mais de 150 empresas do ramo concentram-se hoje principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Sul e no Norte de Minas, algumas delas utilizando tecnologias de ponta e quase todas atraídas para o Estado após a implantação da Fiat. A Mercedes-Benz pretende trilhar o mesmo caminho, atraindo seus fornecedores para a região de Juiz de Fora.
Eletroeletrônico – Neste setor, as principais indústrias mineiras (mais de 160) localizam-se, em sua maioria, na Região Metropolitana e no Sul de Minas, produzindo equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, telecomunicações, informática, instrumentação e controle, equipamentos médico-hospitalares, de alarme e segurança, componentes elétricos, eletrônicos e eletrodomésticos.
Cimento – Minas possui as maiores reservas econômicas de calcário do Brasil e é o Estado que mais produz cimento: são 11 fábricas de grande porte, das 57 que existem no País. Utilizando a tecnologia mais avançada do mercado mundial, essas fábricas produzem 9 milhões de toneladas anuais, o que corresponde a 25% do total brasileiro. E há projetos de implantação de outras. É no território mineiro que fica a maior unidade cimenteira do Brasil, em Vespasiano, perto da capital, e foi construída pelo português Antônio Chapalimaud, que veio viver aqui fugindo das perseguições da chamada Revolução dos Cravos, em l974.
Agroindústria – Apesar de todas as transformações no cenário econômico mineiro, a agroindústria ainda é um setor de destaque, contando com cerca de 10 mil empresas, presentes nas regiões do Estado. A produção agrícola é importante e inclui café, cereais, milho, trigo, arroz, feijão, soja, algodão, fumo, mandioca, eucalipto, pinho, cana-de-açúcar, legumes, cacau e verduras.
Madeira e celulose – O Estado possui a maior área reflorestada do País, com 2 milhões de hectares de florestas homogêneas, ou 30% do total nacional, e o reflorestamento tem importância econômica como fonte energética e de produção de matéria-prima para vários segmentos industriais: siderurgia, móveis, celulose, madeira aglomerada, metanol, fabricação de breu e terebintina e extração de óleos essenciais. A indústria de móveis é a segunda do País, em número de empresas (mais de 1.600), e produz 6% do total nacional.
Minerais – As maiores reservas minerais do país (bauxita, calcário, chumbo, minério de ferro e fertilizantes fosfatados, entre outros) estão em Minas, e até hoje não foi concluído o mapeamento geológico do Estado, que em sua primeira etapa identificou dados e características das principais áreas de mineração, localizando reservas de ouro, zinco, cobre, chumbo e diamante. A Vale do Rio Doce, privatizada, é empresa de porte internacional, administrando uma ferrovia modelo como a Vitória-Minas, e a Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia, uma associação de mineradores canadenses com o grupo Moreira Sales, cujo fundador, Walter Moreira Sales, foi um mineiro empreendedor e ilustre, com passagem em altos cargos públicos, como ministro da Fazenda e embaixador nos EUA, produz nióbio em Araxá, em indústria singular no mundo. Moreira Sales foi grande banqueiro.
Turismo – Minas sempre ocupou posição de destaque entre os destinos turísticos brasileiros, devido ao seu patrimônio histórico, cultural e folclórico, aos grandes lagos e aos parques ecológicos, grutas, montanhas, esportes de aventura e Circuito das Águas, mas só recentemente vem recebendo investimentos expressivos em hotelaria, tanto em Belo Horizonte, quanto no interior. A continuidade desses investimentos deverá fazer da atividade turística uma das bases mais sólidas para o crescimento econômico do Estado, ao longo do Século XXI.
Para isso, irão contribuir a posição geográfica estratégica do Estado, sua extensa malha viária e a funcionalidade dos Aeroportos de Confins e da Pampulha. Através da BR-135 e suas variantes, chega-se em poucas horas a Congonhas, São João del-Rei, Tiradentes, Ouro Preto e Mariana. A BR-381 leva a Lambari, Caxambu, Cambuquira, Poços de Caldas e São Lourenço, e a BR-361 a Araxá, Uberaba e Uberlândia.
O turismo rural e ecológico, que vem crescendo rapidamente no Estado, tem gerado renda e emprego às pequenas propriedades em torno de Belo Horizonte, mas as cidades históricas mineiras continuam sendo os principais atrativos para turistas brasileiros e estrangeiros.
Em Ouro Preto, maior conjunto de arte colonial, o Museu da Inconfidência, a Casa dos Contos, as treze igrejas coloniais e o Palácio dos Governadores são visitas obrigatórias. Em Mariana, a cidade mais antiga de Minas, há diversas construções coloniais e uma dezena de templos barrocos, destacando-se a Matriz da Sé, o Museu e as pinturas de Athayde, imagens e portas, altares, de autoria desconhecida, mas nem por isso de menor valor artístico.
Congonhas, a cidade dos profetas, conserva o maior acervo da escultura brasileira: o adro do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, com 12 profetas esculpidos em pedra-sabão e 66 figuras da Paixão de Cristo, em madeira, nas capelas.
Em São João del-Rei, são maravilhosos os altares dos templos, mas vale a pena visitar também o Museu de Arte Regional, o Museu Histórico Thomé Fortes, a Casa de Bárbara Eleodora, os chafarizes e o pelourinho.
Tiradentes reúne belos monumentos e igrejas e o Balneário Águas Santas. Sabará, a apenas 17 quilômetros de Belo Horizonte, tem a Igreja de Santana, a Matriz de N. S. da Conceição, a Igreja do Ó, a de N. S. do Rosário dos Pretos (inacabada), a de N. S. do Carmo, a capela do Hospício da Terra Santa, a sede da Prefeitura (construção datada de 1773), a Casa Nobre, o Teatro, o Museu do Ouro e os chafarizes.
Em Caeté, a Serra da Piedade oferece vista panorâmica de uma vasta região que é o grande atrativo, belos templos e um museu regional. Já a arquitetura colonial de Diamantina, com oito igrejas do Século XVIII e a bela catedral, revela uma certa influência oriental.
Conceição do Mato Dentro, uma jóia da arquitetura e da história do ciclo do diamante, dirigida na virada do milênio pelo mais jovem prefeito de Minas, José Fernando de Oliveira, não tinha ligação asfaltada com o resto do Estado, o que foi resolvido como a principal promessa de campanha do jovem prefeito, herdeiro do espírito público de seu pai, José Aparecido. José Fernando pleiteou junto ao governo estadual que outros municípios e distritos de interesse turístico e cultural sejam ligados ao asfalto.
O Circuito das Águas, no sul de Minas, é rico em fontes minerais, e suas estâncias hidroclimáticas são famosas desde o Século XIX pelo poder terapêutico. Em Cambuquira, há cinco fontes, o Parque das Águas dispõe de completo serviço hidroterápico e o Bosque dos Amores é um passeio imperdível; em Caxambu, que tem 11 fontes, há inúmeros passeios interessantes.
Poços de Caldas é uma das mais belas estâncias do País e, além das sete fontes, tem como atrativos as Termas Antônio Carlos, a Cascata das Antas, a Fonte dos Amores e o Santuário de N. S. do Rosário.
Em São Lourenço, cidade cercada de belas colinas, o turista pode visitar a Ilha dos Amores e o bucólico Parque das Águas.
Araxá, no Triângulo Mineiro, tem entre seus atrativos o Museu Dona Beja, a Cascatinha e a Gruta do Monte.
As duas grutas mais famosas de Minas são a de Maquiné, no município de Cordisburgo, e a da Lapinha, em Lagoa Santa. Para quem gosta de pesca e esportes aquáticos, os dois lagos mais interessantes são os das barragens de Furnas, no Rio Grande, e de Três Marias, no Rio São Francisco.
Comunicação – Minas possui um total de 350 emissoras de rádio, 35 jornais diários, 19 geradoras e cerca de mil retransmissoras de televisão, além de TV a cabo que opera com dezenas de canais.
Serviços bancários – Mais de 600 municípios do Estado têm atendimento bancário, com quase 2 mil agências em funcionamento. Minas já não é a terra dos banqueiros, como a dos anos quarenta aos sessenta, em que os grandes bancos do país eram quase todos mineiros. Mas permanece uma praça bancária importante, tendo algumas instituições de prestígio, como o Mercantil do Brasil e o Rural, além do Bemge, hoje privado.
Minas até os anos setenta era tida como a “terra dos grandes banqueiros” e não era para menos. Os grandes nomes e grandes bancos estavam em Minas, como o Banco da Lavoura de Minas Gerais, fundado por Clemente Faria, que depois seus filhos dividiram em Real – com Aloísio, e Bandeirantes – com Gilberto. O Nacional de Minas, fundado por José Magalhães Pinto e alguns amigos, como Sousa Lima e Coronel Francisco Moreira e o próprio irmão Waldomiro, que foi o primeiro banco moderno do Brasil. O depois UNIBANCO, um dos maiores do Brasil, que inclusive incorporou o Nacional, nasceu em Poços de Caldas como Casa Bancária Moreira Sales e depois transformado em Banco Moreira Sales, já por Walter, o grande banqueiro e empresário, com passagem em altos cargos públicos. O Banco Mineiro do Oeste, de João Nascimento Pires, depois absorvido pelo Bradesco, foi exemplo de banco agressivo e logo se tornou o maior do país em depósito por agencia. O Banco Mercantil de Minas Gerais – da família Araújo; o Comércio e Indústria de Minas – dos Guimarães, depois comprado pelo Nacional; e o Minas Gerais – dos Pentagna Guimarães e Ferreira Guimarães, eram desta época de ouro. Minas também teve bancos pequenos e atuantes, fruto do talento de seus fundadores, como o Progresso, de Sandoval Morais, no comercio varejista de Alberto Freitas Ramos, o Agrimisa, de Theophilo de Azeredo Santos, e financeiras poderosas como a Economisa, de Nilton Veloso, que também foi presidente da Federação do Comércio e deputado federal, das maiores no setor do crédito imobiliário. Além de um sistema financeiro oficial muito forte. O Banco de Crédito Real de Minas Gerais, fundado em Juiz de Fora ainda no Império, o Hipotecário e Agricola, comprado dos franceses,